Nério Andrade de Brida
 

A discussão acerca da lei seca em Naviraí continua. Assisti ainda hoje reportagem sobre a audiência pública realizada onde se discutia os termos de elaboração da lei. Ainda tenho que os limites de hora para venda de bebida alcoólica já está, no projeto original, liberal demais. Não faz sentido alargar ainda mais. Do que adianta fixar limite de horário para a venda das bebidas posterior às 2 horas da manhã? Até então, havia um representante dos estabelecimentos comerciais defendendo que as pessoas têm o direito de escolher a hora que quer ingerir cerveja ou mesmo bebidas destiladas. Claro que têm. O que esquece é que as pessoas também têm o direito de chegar ilesas em qualquer lugar que queiram ir, isto é, não ser interceptadas por um motorista bêbado. Têm o direito de não ser incomodadas com festejos tardar da madrugada, perto de suas residência, por pessoas que, em sua maioria, estão bêbadas. As pessoas também têm o direito de beber no aconchego de seu lar, onde somente poderão fazer mal às suas próprias famílias e não aos outros. A sociedade tem o direito de dizer não aos 4 em 5 casos de violência doméstica que são causados por influência da condição de ingestão de bebidas alcoólicas. As crianças têm o direito de não testemunhar seus pais encherem a cara, além do direito e não serem espancadas porque o pai ou a mãe resolveu afogar as mágoas no álcool. Quando criança já tinha ensinamento de meu pai, que é brocardo de conhecimento geral, onde “o meu direito termina quando começa o direito do próximo”. Se todos tivessem respeito por este simples brocardo, meu emprego iria para os ares.



Escrito por Nério às 16h24
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Os vereadores de Naviraí estão de parabéns pela iniciativa da lei seca. Trata-se de uma lei que, basicamente, proíbe o comércio de bebidas alcoólicas na cidade após às 23 horas. Por que parabéns? Bom, para mim que não fico em boteco bebendo, a diferença será que certamente poderei dormir (se houver fiscalização e não cair a lei em desuso) nas noites de sexta, sábado e domingo. Isso não é medida simplesmente de limitação dos direitos de liberdade das pessoas, mas sim, proteção do direito que eu tenho de não ser incomodado em minha própria casa por som alto, jovens gritando, carros dando cavalos de pau etc. Qual a relação de uma coisa à outra? Simples, essas coisas só “têm graça” com álcool na cabeça! Pode ser que não acabe de vez, mas que vai diminuir bastante, tenho certeza! Mas falando não somente de mim, mas dos outros. O vereador Gallo, e já digo que não sou acorde com ele em tudo, mas tem razão quando diz que nossas crianças devem ser protegidas da bebida alcoólica. Mas quem deveria protegê-las desse mal não seria os pais? Claro, mas e quando eles não fazem de forma eficaz? O Estado deve sim intervir. Não por benevolência (também claro), mas porque é o Estado, suportado por nossos bolsos, que terá de cuidar da cirrose, do câncer, da incapacidade para o trabalho, daquela desgraça que vive enchendo a cara por mero prazer, dele. Estou de acordo e apoio a medida. Ora, os estabelecimentos como restaurantes e lanchonetes agora vão ter de encontrar novas maneiras para chamar a atenção dos clientes, que não seja através da promoção da bebida. Eu acho até que o horário foi demais, 23 horas é muito tarde. Tinha que ser às 21 horas no máximo. Mas já é um começo.



Escrito por Nério às 09h28
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